terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Preconceito


Preconceito é um "juízo" preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude "discriminatória" perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou "estranhos". Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, "racial” (étnica) e "sexual".
De modo geral, o ponto de partida do preconceito se dá através de uma generalização superficial, chamada "estereótipo". Exemplos: "todos os alemães são prepotentes", "os americanos formaram grandes grupos arrogantes", "todos os ingleses são frios". Observar características comuns a grupos são consideradas preconceituosas quando entrarem para o campo da agressividade ou da discriminação, caso contrário reparar em características sociais, culturais ou mesmo de ordem física por si só não representam preconceito, elas podem estar denotando apenas costumes, modos de determinados grupos ou mesmo a aparência de povos de determinadas regiões, pura e simplesmente como forma ilustrativa ou educativa.
Embora esse assunto seja pouco comentado no ambiente escolar, os preconceitos podem ser divididos em dois segmentos: um segmento é maléfico à sociedade e o outro benéfico. O segmento maléfico é constituído de preconceitos que resultam em injustiças e são baseados unicamente nas aparências e na empatia. Já o segmento benéfico é constituído de preconceitos que estabelecem a prudência e são baseados em estatísticas reais, nos ensinamentos de Deus ou no instinto humano de auto-proteção. Em geral, os preconceitos benéficos são contra doenças contagiosas, imoralidades, comportamentos degradantes, pessoas violentas, drogados, traficantes, bêbados, más companhias, etc.

CARACTERÍSTICAS DO PRECONCEITO:
É um fenômeno histórico e difuso;
A sua intensidade leva a uma justificativa e legitimação de seus atos;
Há grande sentimento de impotência ao se tentar mudar alguém com forte preconceito.
Vemos nos outros e raramente em nós mesmos.
EU SOU EXCÊNTRICO, VOCÊ É LOUCO!

Eu sou brilhante; você é tagarela; ele é bêbado.
Eu sou bonito; você tem boas feições; ela não tem boa aparência.
Eu sou exigente; você é nervoso; ele é uma velha.
Eu reconsiderei; você mudou de opinião; ele voltou atrás na palavra dada.
Eu tenho em volta de mim algo de sutil, misterioso, de fragrância do oriente; você exagerou no perfume e ele cheira mal.


CAUSAS DO PRECONCEITO:
Assim como as atitudes em geral, o preconceito tem três componentes: crenças; sentimentos e tendências comportamentais. Crenças preconceituosas são sempre estereótipos negativos.

Referências:
  •  PRECONCEITO. Disponível em: <http://www.renascebrasil.com.br/f_preconceito.htm>. Acesso em: 27 dez. 2011.
  •  PRECONCEITO. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/psicologia/atitude-preconceito-estereotipo.htm>. Acesso em: 27 dez. 2011.
  •  PRECONCEITO Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Preconceito>. Acesso em: 27 dez. 2011.

Bullying


Bullying é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (do inglês bully, tiranete ou valentão) ou grupo de indivíduos causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.
Caracteriza-se por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas.
Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.
No Brasil, a gravidade do ato pode levar os jovens infratores à aplicação de medidas socioeducativas. De acordo com o código penal brasileiro, a negligência com um crime pode ser tida como uma coautoria. Na área cível, e os pais dos bullies podem, pois, ser obrigados a pagar indenizações e pode haver processos por danos morais.
 Um das referências sobre o assunto, no Brasil, é um artigo escrito pelo ministro Marco Aurélio Mello, intitulado Bullying - aspectos jurídicos. A legislação jurídica do estado brasileiro de São Paulo define assédio escolar como atitudes de violência física ou psicológica, que ocorrem sem motivação evidente praticadas contra pessoas com o objetivo de intimidá-las ou agredi-las, causando dor e angústia. Os atos de assédio escolar configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo nosso ordenamento jurídico, mas por desrespeitarem princípios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. A responsabilidade pela prática de atos de assédio escolar pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de assédio escolar que ocorram nesse contexto.
No estado brasileiro do Rio de Janeiro, uma lei estadual sancionada em 23 de setembro de 2010 institui a obrigatoriedade de escolas públicas e particulares notificarem casos de bullying à polícia. Em caso de descumprimento, a multa pode ser de três a 20 salários mínimos (até R$ 10.200) para as instituições de ensino. Na cidade brasileira de Curitiba todas as escolas têm de registrar os casos de bullying em um livro de ocorrências, detalhando a agressão, o nome dos envolvidos e as providências adotadas. 



Referências:
  • BULLYING. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/bullying-escola-494973.shtml>. Acesso em: 27 dez. 2011.
  • BULLYING. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying>. Acesso em: 27 dez. 2011.




Nicolau Maquiavel(2)


O fim justifica os meios ou Os fins justificam os meios é uma frase que representa o maquiavelismo e quer significar que os governantes e outros poderes devem estar acima da ética e moral dominante para alcançar seus objetivos ou realizar seus planos.
Em sua principal obra, "O Príncipe", Nicolau Maquiavel, cria um verdadeiro "Manual de Política", sendo interpretado de várias formas, principalmente de maneira injusta e pejorativa; o autor e suas obras passaram a ser vistos como perniciosos, sendo forjada a expressão "os fins justificam os meios", não encontrada em sua obra. Esta expressão, significando que não importa o que o governante faça em seus domínios, desde que seja para manter-se como autoridade, entretanto a expressão mesma não se encontra no texto, mas tornou-se uma interpretação tradicional do pensamento maquiavélico.
Comumente escuta-se que o fim justifica os meios numa alusão de que "certos" fins podem, ou devem ser alcançados através de métodos não convencionais, ou antiéticos, ou violentos. Este conceito é utilizado com freqüência numa tentativa de minimizar os meios violentos utilizados na guerra, na justificativa de leis severas e repressões impostas a grupos sociais ou religiosos ou étnicos, ou ainda, mas em crescente desuso, na justificativa de sistemas e métodos educacionais rigorosos e punitivos.
Obviamente, este silogismo defendido pela doutrina do Bem Superior é diretamente contrária à doutrina cristã, que diz exatamente o contrário: O fim não justifica os meios. No entanto, a própria frase parece vir de um manual de ética escrito em 1645 pelo teólogo jesuíta, Hermann Busenbaum (Medulla theologiae moralis). Lê-se: cum finis est licitus, etiam media sunt licita ("Quando o fim é bom, também são os meios").


Referências:
  •   NICOLAU Maquiavel Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_fins_justificam_os_meios>. Acesso em: 27 dez. 2011.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Direitos Humanos


“Os Direitos Humanos têm um pressuposto que é o de
reconhecer que aquilo que consideramos indispensável
para nós é também para o próximo. Reconhecer esse
postulado nos leva a outras dificuldades: definir quais
bens materiais e simbólicos são indispensáveis a nós e
aos outros, ou ainda, a todos os seres humanos. [...]
A distinção entre ‘bens compreensíveis’, como os cosméticos, os enfeites, roupas extras, e bens incompreensíveis, como o alimento, a casa, a roupa, não é suficiente para criarmos critérios sobre quais direitos são essenciais. Poderíamos ampliar o entendimento dos bens
incompreensíveis que não seriam apenas aqueles que
asseguram a sobrevivência física em níveis decentes,
mas também os que garantem a integridade espiritual.
Desse modo, seriam bens incompreensíveis a alimentação, a moradia, o vestuário, a instrução, a saúde, a
liberdade individual, o amparo da justiça pública, a resistência à opressão, e, também, o direito à crença, à
opinião, ao lazer e, por que não, à arte e à literatura.”

(CANDIDO, A. Direitos humanos e Literatura. Disponível em:
http://www.dhnet.org.br/direitos/textos/textos_dh/literatura.html.
Acesso em: 07 jul. 2007.)

domingo, 25 de dezembro de 2011

Acessibilidade


É definida como “a condição para utilização com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação por uma pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida” (ABNT – NBR9050).  Ou seja, é a ideia de um mundo sem obstáculos, tanto para a locomoção, quanto para a comunicação!
Significa não apenas permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida, participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população.

Na arquitetura e no urbanismo, a acessibilidade tem sido uma preocupação constante nas últimas décadas. Atualmente estão em andamento obras e serviços de adequação do espaço urbano e dos edifícios às necessidades de inclusão de toda população.
Historicamente, a origem do uso desse termo para designar a condição de acesso das pessoas com deficiência está no surgimento dos serviços de reabilitação física e profissional, no final da década de 40.
Na década de 50, com a prática da reintegração de adultos reabilitados, ocorrida na própria família, no mercado de trabalho e na comunidade em geral, profissionais de reabilitação constatavam que essa prática era dificultada e até impedida pela existência de barreiras arquitetônicas nos espaços urbanos, nos edifícios e residências e nos meios de transporte coletivo. Surgia assim a fase da integração, que duraria cerca de 40 anos até ser substituída gradativamente pela fase da inclusão.
Na década de 80, impulsionado pela pressão do Ano Internacional das Pessoas Deficientes (1981), o segmento de pessoas com deficiência desenvolveu verdadeiras campanhas em âmbito mundial para alertar a sociedade a respeito das barreiras arquitetônicas e exigir não apenas a eliminação delas (desenho adaptável) como também a não inserção de barreiras já nos projetos arquitetônicos (desenho acessível). 
Na década de 90, começou a ficar cada vez mais claro que a acessibilidade deverá seguir o paradigma do desenho universal, segundo o qual os ambientes, os meios de transporte e os utensílios sejam projetados para todos e, portanto, não apenas para pessoas com deficiência.


Referências:
  •     ACESSIBILIDADE. Disponível em: <http://www.mundoacessivel.com.br/tag/definicao-de-acessibilidade/>. Acesso em: 25 dez. 2011.
  •     ACESSIBILIDADE. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Acessibilidade>. Acesso em: 25 dez. 2011.
  •     ACESSIBILIDADE Disponível em: <http://www.bengalalegal.com/romeusassaki>. Acesso em: 25 dez. 2011.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Estratégias energéticas(1)


Até o século XVIII, a evolução do consumo e o aprimoramento de novas tecnologias de geração de energia foram lentos e descontínuos.
A Revolução Industrial alterou substancialmente esse panorama. Os ciclos iniciais de inovação tecnológica da economia industrial foram marcados pela incorporação de novas fontes de energia: assim, o pioneiro ciclo hidráulico foi sucedido pelo ciclo do carvão, que por sua vez cedeu lugar ao ciclo do petróleo.
A primeira usina de eletricidade do mundo surgiu em Londres, em 1881, e a segunda em Nova Iorque, no mesmo ano. Ambas forneciam energia para a iluminação.
Atualmente, os recursos energéticos mais utilizados no mundo são o carvão, o petróleo e o gás natural, a água e os minerais radioativos: juntos, eles correspondem à cerca de 90% do consumo energético mundial.

 A utilização de qualquer um deles acarreta danos ambientais. As fontes de energia limpas e renováveis, tais como a energia solar, eólica e a geotérmica, ainda constituem parcelas desprezíveis no balanço mundial, em que pese os grandes investimentos em pesquisa realizados para torná-las mais eficientes e menos caras.
A queima do petróleo, do carvão e, em menor escala, do gás natural, libera gases poluentes na atmosfera, como os gases estufa (gases que aumentam a retenção de calor na atmosfera).
Por exemplo, o transporte marítimo do petróleo é uma atividade potencialmente impactante devido aos riscos de vazamento. Os impactos ambientais provocados pela exploração das grandes minas carboníferas devasta a cobertura vegetal. As grandes usinas hidrelétricas exigem a inundação de vastas áreas, causando alterações nos ecossistemas.
A energia nuclear gera resíduos altamente contamináveis, em caso de acidentes; como o de Fukushima, em que ocorreu um terremoto (4° maior da história) e tsunamis que atingiram a central nuclear Fukushima Daiichi, liberando assim, partículas radiotivas na atmosfera.
“A desmontagem da usina nuclear de Fukushima Daiichi deve levar de três a quatro décadas, disse o governo japonês nesta quarta-feira (21), ao divulgar planos para a próxima fase da enorme e custosa operação de limpeza no complexo atômico devastado por um tsunami em março. Pelo "mapa" divulgado nesta quarta, o próximo passo, ao longo de dois anos, será a retirada do combustível gasto que está dentro da usina. Depois, haverá a remoção de restos de combustível fundido dos reatores danificados - mas isso deve começar só daqui a dez anos. O plano do governo alerta que ainda é preciso desenvolver todas as tecnologias necessárias para que a usina possa ser desmontada num prazo de 30 a 40 anos.”
Certas correntes de pensamento ambientalista sustentam que despoluir o planeta implica diminuir a utilização destes recursos, ou, pelo menos, mantê-la em níveis próximos aos atuais. Entretanto, os níveis de consumo vigentes nos países ricos são muitas vezes superiores aos dos países pobres. Assim, os patamares atuais excluem grande parte da humanidade não apenas da condição de poluidores, mas do consumo de bens e serviços considerados essenciais, e que precisam de energia para ser produzidos e distribuídos. Por isso, outra correntes defendem que a solução mais correta seria a adoção de padrões de consumo compatíveis com a sustentabilidade ambiental nos países ricos.

Referências:
  •      FUKUSHIMA Disponível em: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/12/desmontagem-de-fukushima-levara-ate-40-anos-diz-governo-japones-1.html>. Acesso em: 21 dez. 2011.
  •      ESTRATÉGIAS energéticas In: MAGNOLI, Demétrio; ARAÚJO, Regina. Geografia Geral e do Brasil: A construção do mundo. São Paulo: Moderna, 2005. Cap. 10, p. 167-169.

Nicolau Maquiavel (1)


Maquiavel nasceu em Florença em 3 de maio de 1469 numa Itália "esplendorosa mas infeliz", no dizer do historiador Garin.
A península era então constituída por uma série de pequenos Estados, com cultura, regimes políticos e desenvolvimento econômico; variados.
Tratava-se, a rigor, de um verdadeiro mosaico, sujeito a conflitos contínuos e alvo de constantes invasões por parte de estrangeiros.
Nos últimos anos do século, entretanto, a desordem e a instabilidade eram incontroláveis. Às dissensões internas e entre regiões somaram-se as invasões das poderosas nações vizinhas França e Espanha.
Neste cenário conturbado, no qual a maior parte dos governantes não conseguia manter-se no poder por um período superior a dois meses, Maquiavel passou sua infância e adolescência. Sua família não era nem aristocrática, nem rica. Seu pai, advogado, como um típico renascentista era um estudioso das humanidades, tendo se empenhado em transmitir uma aprimorada educação clássica para seu filho.
Dessa forma, com orgulho, noticiava a um amigo que Nicolau, com apenas 12 anos, já redigia no melhor estilo em latim, dominando a retórica greco-romana. Apesar da avaliação paterna, apenas em 1498, quando já tinha 29 anos, tem-se a primeira notícia de Nico!au exercendo um cargo de destaque na vida pública.
Maquiavel passa então a ocupar a Segunda Chancelaria, posição de considerável responsabilidade na administração do Estado. Nessa atividade, cumpriu uma série de missões, tanto fora da Itália como internamente, destacando-se sua diligência em instituir uma milícia nacional.
Suas tarefas diplomáticas sofreram, no entanto, uma brusca interrupção quando os Médicis recuperaram o poder e voltaram para Florença. O governante Soderini vai para o exílio e é dissolvida a república. Era o ano de 1512. Maquiavel foi demitido, proibido de abandonar o território florentino pelo espaço de um ano, e ficava-lhe vedado o acesso a qualquer prédio público.
Em 1513, a família Médici consegue uma nova vitória e esta sem precedentes: o cardeal Giovanni de Médicis transforma-se no papa Leão X - o primeiro florentino a conquistar tamanha honraria. Com isso, a cidade, anteriormente hostil à família que derrubara a república, passa a celebrar os novos chefes.
Maquiavel, por sua vez, tenta com a ajuda de seu amigo Vettori, embaixador em Roma, ligado aos Médicis, a libertação e, posteriormente, recuperar seu antigo emprego. Sai da prisão, mas são inúteis suas repetidas gestões para voltar à vida pública. Exilado em sua própria terra, impedido de exercer sua profissão, passa a morar na propriedade que herdara de seu pai e avós em São Casciano.
Depois da redação de O príncipe, ele busca incessantemente voltar às funções públicas. Para conseguir os favores dos Médicis dedica-lhes seu livro e pede a intervenção de amigos. Os governantes são pouco sensíveis aos apelos – para os tiranos ele é um republicano. Finalmente, em 1520, a Universidade de Florença, presidida pelo cardeal Júlio de Médicis, encarrega-o de escrever sobre Florença. Desta incumbência nasce sua última obra e também sua última frustação. Pois, com a queda dos Médicis em 1527 e a restauração da república, Maquiavel vê-se identificado pelos jovens republicanos como alguém que possuía ligações com os tiranos depostos, já que deles recebera a tarefa de escrever sobre sua cidade. Desta vez, viu-se vencido. Esgotaram-se suas forças. A república considerou-o seu inimigo. Desgostoso, adoece e morre em junho.

Referências:
  •     SADEK, Maria Tereza. Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o intelectual de virtù. In: WEFFORT, Francisco C.. Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 2003. Cap. 2, p. 11-50.